sábado, 15 de maio de 2010

Acompanhando a composteira

Futuramente, minha composteira vai resultar em adubo como o da foto ao lado...rs... mas enquanto isto não acontece, fiz mais uma busca intensa sobre compostagem caseira para entender as dezenas de mosquinhas (é, hoje foi assim...) e o mofo que apareceu uns dias atrás.

Infelizmente, a maior parte das informações tem a ver com vermicompostagem (em geral, compostagem por minhocas), o que não é o meu caso. E o que é mais triste, normalmente experiências vinculadas à compra da compostagem pronta. Não que não ache legal a proposta, mas dá margem a interpretação de comodismo por quem compra. Particularmente, estou adorando minha composteira. Entendo que é um procedimento simples de experimentação caseira; e esse tipo de ação quando se mora em apartamento é simplesmente muito divertido!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Notícias sobre a composteira

Mais um pouco de como anda a composteira para animar quem quiser fazer uma dentro de casa... Talvez registre os primeiros quinze dias com mais detalhes para depois dar apenas uns upgrades eventuais. Penso nesses primeiros dias como cruciais...

4º dia (08 de maio) - Não acrescentei sobras na composteira, apenas misturei. Constatei mais um pouco de mofo e ainda um cheirinho de limão. Além disso, a tampa continua suada e não parece estar mais esquentando - estranho. É importante ressaltar que não há cheiro do lado de fora da composteira, o que é bem bacana (a lixeira no hall de entrada é que fede).

5º dia - Hoje juntei as sobras dos dois dias anteriores. Como é dia das mães, nada de almoço em casa. Fiquei realmente receosa com o mofo, que não apareceu hoje. Acho que é um bom sinal. Mas o legal mesmo é que quase não tem mais cheiro de limão.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Boca no trombone: puxando a orelha da UnB!



Essa semana rolou um "boca no trombone", que foi para a Faculdade de Direito da Unb, especificamente em relação ao programa de pós-graduação, em virtude da não aceitação do envio de relatório apenas por meio eletrônico.

Ponderou-se no e-mail sobre a necessidade de contenção de papel - o problema é apenas esse, já que, de fato, nunca me eximi de minhas obrigações para com o programa.

A resposta foi bem clara, no sentido de excepcionalizar a entrega - "nesse caso" - como se a entrega de um relatório fosse mesmo um caso excepcional, e não a mesmice da entrega de um documento que poderia muito bem ser arquivado, digitalizado, enfiado virtualmente em algum lugar.

O Judiciário já está se programando, pois, daqui a bem pouco tempo, o papel cederá espaço a arquivos eletrônicos. Por que não começar algum tipo de conduta transformadora exata e pontualmente na academia? Por que os "catedráulicos" (citando Lyra Filho), os detentores de tão honroso conhecimento (geralmente dimensionado num dualismo ferrenho, que colocou a Natureza à mercê de nossas divagações) não tiram a bunda do marasmo da alienação e não se remodelam? Repaginam?

Afinal, não existirão mais árvores para escrevermos nossas abobrinhas jurídicas... Não nesse esquema "papírico".

Borra de café, o fertilizante natural!


Sabe o que fazer com a borra daquele cafezinho cheiroso e gostoso?

Bom, se você não tiver uma composteira domiciliar com a da Jubs ou a minha (parece uma "tumbinha", pois é no jardim), pode aproveitar e diluir entre 100-150 gramas de borra em dez litros de água, pois é uma rica fonte de nitrogênio, para estimular rápido crescimento.

Lesmas e caracóis não gostam de café, e você pode ficar tranquilo(a) porque age como REPELENTE, pois não mata os bichinhos. Ainda pode corrigir a acidez com serragem, cinza ou folhas.


Colocando o papel no vaso, sim senhor(a)!!


Todo dia vou ao banheiro e olho para a lixeira vazia. Sim, aprendi a esvaziar a minha, depois de passar muito tempo pensando a respeito... Nela jaziam os restos mortais de meus despojos enquanto ser vivente em eterna decadência, fruto da decomposição e degeneração que toma, de 6 em 6 horas, partes de mim, ser ocupante dessa Terra-de-Deus-me-livre. Tenho pensando muito em limpeza e ecologia.

Atualmente, a palavra-chave em matéria de limpeza e - pasmem - e ecologia é a propaganda misógina do Purificador pastilha Pato, onde o maridão chama a esposa, vestida de "descida na Lua" para que ELA troque a pastilha... Ele fala, em tom imperativo que reforça a truculência, algo subrecepticiamente mascarado em algo assim "amor, tem que trocar a pastilha do vaso"... algo parecido... Só que É ELA, E NÃO ELE, QUEM ENTRA NO BANHEIRO VESTIDA PARA MATAR OS GERMES.

Não entrando muito no mérito dessa propaganda desqualificadora (sim, desqualifica a mulher porque setoriza seu papel, dentro de um lar, como sendo a detentora do poder do rodo, da vassoura e do escovão, enquanto o "bonitão" está lá, cheiroso e gostosão, macho-alfa que irá, momentos depois, ovacionar seu pênis, expondo a decadência esguichatória em pé, na virilidade da auto-referência fálica), fiquei pensando no quanto usamos papel higiênico e lotamos os cestos, quando, de fato, o papel higiênico, quando bem dosado e usado, é biodegradável e pode ser colocado no vaso sanitário.

Ele foi feito para se dissolver na água e, portanto, poluir menos o Meio Ambiente, desde que saibamos usá-lo com moderação. Não que esteja apregoando o uso "ralo" do papel higiênico, mas acho que a dosimetria dele poderia muito bem ser refletida por uma comunidade desejosa de colaborar com o meio ambiente.

Para isso existem o chuveirinho, o bidê, ou, então, algo muito higiênico, que é simplesmente tomar banho e limpar a bunda...sim, limpar o rabo direito é, antes de um ato de preservação ambiental, demonstração de auto-limpeza.
Que delícia a aguinha caindo na bunda: gelada ou morninha, tanto faz.
E Gaia agradece! Com isso eliminamos o fétido ar que sai de nossos corpos em decomposição, poupamos o mundo (no caso, os amigos e as amigas garis) de cheirarem, por via oblíqua, nossa bunda e colaboramos para diminuir o volume do lixão perto de nossas casas.

"Ah, já tentei e aqui em casa o pessoal entope". Então, lamento, mas não foram bem transmitidas as lições básicas, mas nada que não possa ser feito novamente, com dicas práticas (talvez enrolando um pedaço de papel e passando ficticiamente no rabicó) que poderão ser compartilhadas.

No final das contas, o não querer fazer, para mim, é a maior demonstração de podridão e porqueira que podemos manifestar. Daí, meus amigos e minhas amigas, não existe perfume a encobrir aroma quando é a alma que está podre...