quarta-feira, 16 de março de 2011

Como anda a sua postura ao usar o computador?

Parece até brincadeira, mas precisamos sempre ser lembrados que a postura de quem sempre trabalha na frente do computador deve ser observada constantemente.

Então, vai aí um vídeo muito bacana com dicas de como devemos sentar ao usarmos o computador para não ficarmos incomodados nem termos problemas de saúde depois!

Manifesto do Fórum de Mulheres de Pernambuco

Mais uma mensagem bacana recebida por email. Só que não veio a fonte e recebi antes do dia 08 de março, então também está atrasada... mas não superada!

É o manifesto do Fórum de Mulheres de Pernambuco em luta por autonomia e liberdade para todas as mulheres!

A palavra liberdade significa ausência de submissão, ausência de dominação pelo outro, autonomia. Para o feminismo, liberdade é o fim das determinações do que deve ser uma mulher.

Por isto, a luta por liberdade é a luta fundamental do movimento feminista. Liberdade de ter um projeto de vida próprio, liberdade de escolher entre ter ou não ter filhos, casar ou não casar, liberdade para ter prazer e fazer sexo com quem quiser, seja homem ou mulher, ou para não fazer sexo. Liberdade de expressão, de opinião. Liberdade que se constrói a partir de condições objetivas, seja para participar politicamente, seja para viver com autonomia econômica. Liberdade enfim, que só se realiza numa vida livre de toda a violência, injustiça e opressão.

Se este ano temos uma mulher presidenta, primeiro tivemos a luta das feministas pelo direito das mulheres ao voto. Mas mesmo com uma mulher na presidência da República, a maioria de nós mulheres não têm condições objetivas de participar da política. Falta tempo! O tempo da vida das mulheres é tomado pela dupla jornada de trabalho – trabalho produtivo, dentro ou fora de casa e trabalho reprodutivo (doméstico). O fato é que a maior parte de nós mulheres vivemos condições extenuantes de trabalho. Além do tempo, falta também dinheiro para financiar nossa participação política. Nós mulheres somos a população pior remunerada na classe trabalhadora. E no mercado de trabalho somos o maior contingente da população em situação de informalidade.

Se temos hoje políticas para mulheres, essas são ainda insuficientes para o tamanho dos desafios e, muitas vezes, essas políticas se resumem a programas de 'capacitação', quando o que precisamos é do reconhecimento de nossa cidadania e de mais política pública. Políticas públicas que promovam a autonomia econômica das mulheres e enfrentem o compartilhamento dos trabalhos de cuidado com crianças e idosos/as ou com pessoas doentes. Políticas públicas que reduzam o peso da dupla jornada de trabalho. Precisamos de mais creches, mais e melhores serviços de saúde com funcionamento pleno, mais e melhores moradias, mais proteção social e inclusão previdenciária. Politicas que promovam reconhecimento e valorização profissional de todas as categorias de trabalhadoras ainda discriminadas: as trabalhadoras domésticas, as parteiras, as catadoras.

E precisamos de uma outra economia. O desenvolvimento da economia capitalista em nosso Estado e por todo o Brasil é visível, mas precisamos avançar no fortalecimento da economia solidária, como alternativa justa e sustentável para a autonomia econômica de nós, mulheres. As pescadoras, marisqueiras, catadoras, as agricultoras e camponesas, as quilombolas e ribeirinhas - todas estão com seus meios de trabalho e sustento ameaçados, seja pela poluição industrial, seja pela expansão da agricultura empresarial, seja pela expropriação de suas terras pela grilagem. É preciso o fim da exploração - da natureza e das pessoas.

Neste 8 de março, também denunciamos. Denunciamos o racismo, tão presente no cotidiano de nossas vidas, herança da colonização patriarcal. Denunciamos a permanência das milenares formas de dominação das mulheres em nome da “fé”.

Denunciamos a permanência da prática da violência contra nós mulheres. Temos a nossa sexualidade ainda marcada pela experiência da violência, ou pela convivência com o risco de sofrer violência. A violência ainda é usada pelos homens como um instrumento para punir ou tolher nossa liberdade. Violência que permanece viva como prática, entre companheiros, entre casais, entre conhecidos e desconhecidos. No campo, nas florestas e nas cidades.

Denunciamos a permanência da exploração de nosso corpos pela indústria do sexo e da pornografia, pela indústria da beleza e da medicina estética. Indústrias que movimentam milhões em todo o mundo e também em Pernambuco. Essas indústrias garantem o enriquecimento de uns poucos às custas da exploração de nossa imagem, impõem padrões de beleza opressores e inatingíveis, disseminam a imagem da mulher brasileira como “mulher sempre à disposição de realizar o desejo dos outros". Essa distorção da ideia de disponibilidade é que nos torna objetos. Nos tornam seres objetificados. E assim, na publicidade somos associadas a tudo o que pode ser vendido. O contrário de ser objeto é ser sujeito. Ser sujeito é o que o feminismo defende para todas as mulheres.

Neste 8 de março, também saudamos todas as mulheres. Saudamos indígenas e negras, que desde tempos imemoriais lutaram em favor de liberdade. Saudamos as mulheres de todos os movimentos sociais, do campo, das florestas e das cidades, que vivendo muitas vezes com a sobrecarga da dupla jornada e enfrentando discriminações, ainda assim lutam e fortalecem as lutas dos movimentos sociais por direitos. Saudamos, enfim, a todas nós mulheres feministas de luta! Lutamos para que todas as mulheres sejam livres!

Há mais de um século, as mulheres socialistas, americanas e europeias, instituíram o 8 de março como data que marca o reconhecimento da luta das mulheres por liberdade, contra a opressão e contra as diversas formas de exploração das mulheres. Desde então, em todo o mundo, mulheres feministas reúnem-se neste dia para homenagear aquelas que lutaram antes de nós e, ao mesmo tempo, para denunciar as formas de dominação patriarcal ainda vigentes. É assim que, mais uma vez, o Fórum de Mulheres de Pernambuco, uma articulação que reúne mais de 60 organizações, vem a publico afirmar que há muito ainda contra o que nos rebelar.

sábado, 12 de março de 2011

Medo de ciclista?!

Esses últimos dois dias naveguei um monte na web. Encontrei um monte de coisas velhas e novas, legais e assustadoras, outras tantas estranhas ou revoltantes. Uma delas, pareceu piada e, por isto, mesmo tendo sido escrita em 2005, resolvi colocar aqui...

Lucas Mendes, colunista do site BBC Brasil, afirmou em sua coluna que "Antes eu tinha medo de ciclista. Agora tenho pavor deles". Nossa! Espera aí! Vamos recapitular...

A justificativa para tal medo se baseia no fato dele ter aberto a porta do carro, sem olhar, e ter acertado um ciclista que caiu no chão e se machucou. Como não poderia ser diferente, o ciclista ficou indignado! Quem não ficaria? Talvez depois de alguns minutos eu relevaria levando em consideração que às vezes as pessoas não prestam atenção... Mas em contrapartida se fosse um outro carro, ao invés de uma bicicleta, haveria confusão. Ou seja, que culpa teve o ciclista se o sujeito abriu a porta do carro não olhou?

Quem dirige realmente se sente com um espaço próprio (o asfalto e o carro), com razão em se movimentar com velocidade superior à de uma bicicleta ou de andar a pé (por isto existem automóveis) e nem sempre estar atento ao que acontece a sua volta (até porque muitas pessoas não prestam atenção em tudo a sua volta!). Entretanto, entrou num automóvel, uma série de responsabilidades devem ser assumidas, principalmente se considerarmos o inchaço viário e o aumento da população!

O automóvel é um meio de transporte perigoso - fatal se utilizado sem o devido cuidado! Se não é possível ter respeito, cuidado e atenção o tempo todo, livre-se do carro! Ande de táxi, ônibus, metrô, bicicleta, a pé! Mas não coloque em risco as outras pessoas...

Se há responsabilização, conscientização e cuidado, não há porque ter medo. Ninguém é acusado sem ter feito algo que de alguma maneira prejudicou o outro, certo?

Enfim, fica aqui me desagrado em relação ao "medo de ciclista"...

Indígenas digitais

Nosso Brasil é enorme e cada comunidade vai encontrando o um jeito próprio de compartilhar informações, ideias, cultura. Uns usam as redes sociais, blogs e sites, outros usam vídeos e imagens.

O bacana é reconhecer que cada um vai se virando como pode de maneira a se tornar visível no mundo globalizado, de maneira a compartilhar um pouco de si e ao mesmo tempo sensibilizar outras pessoas quanto à própria cultura, à forma de viver, quanto às questões territoriais, históricas e por aí vai...

O Indios Online, por exemplo, é um site criado por comunidades indígenas que se mobilizaram e continuam se posicionando em relação a diversos assuntos, um site no qual fica visível como a apropriação das tecnologias digitais auxilia na melhoria da qualidade de vida.

São comunidades se inserindo no processo de glocalização - o local que também é global!!!

O curta Indígenas Digitais, de 26 minutos, feito pelo pessoal da Índios Online, é uma amostra de todo esse processo!! Vale assistir!!!



Indigenas Digitais, o filme from indigenas digitais on Vimeo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cidadãos x Corporações

Mais uma vez o The Story of Stuff Project  lançando vídeo!!

Desta vez o vídeo questiona a influência das grandes corporações nos processos democráticos e eleitorais nos EUA. Uma pena não ser um desmanche sobre a situação brasileira, mas como já sabemos, não é muito diferente por aqui.

Assim como o vídeo propõe aos estadunidenses maior participação da população nas decisões políticas, o apelo pode ser usado diretamente para nós também. Algo como não apenas reconhecer, mas participar, mobilizar e incentivar a participação em uma série de movimentos sociais, como o Ficha Limpa entre outros, que têm certa repercussão e que infelizmente carecem de mais pessoas engajadas - o que seria realmente necessário para uma revolução democrática (não me refiro aqui a revolução armada, mas com a real participação da população!).

Isto não significa que estou desconsiderando o movimentos sociais... Muito pelo contrário! Talvez o incomodo seja o marasmo em que nos encontramos (é, também estou nessa!). Se há projetos em prol da democracia, da liberdade de expressão, contra a corrupção e outras situações que perturbam o desenvolvimento saudável do país (saudável no sentido da garantia os direitos sociais - cultural, político, educacional, ambiental, de saúde etc.), por que não há mobilização o suficiente para fazermos a diferença?

Então me lembrei de um texto [1] que li ontem falando sobre os desafios a serem enfrentados na consolidação das redes sociais:

  • a influência das políticas neoliberais no processo de mobilização da sociedade (Ai ai...)
  • as relações com a administração pública (Como não poderia ser diferente... O bom e velho paternalismo), implicando na criação de grupos fechados, isolados, resistentes à aproximação de outros segmentos (Ilhas de ego?!)
  • e a dificuldade dos movimentos sociais aproveitarem o pleno potencial das ferramentas audiovisuais (Inclusão digital!!! Eba!).

Alguém poderia ponderar que os pontos são tipicamente culturais, numa tentativa de desmobilização ou ainda justificativa para se manter na inércia. Entretanto, é exatamente enxergando pontos que podem ser potencialmente daninhos que devemos focar neles e trabalhar de modo a descortiná-los, modificá-los em prol de uma maior conscientização...

Enfim, estou animada para trabalhar num projeto de inclusão digital... É uma pequena contribuição enquanto fico aqui no blog brincando de ciberativista...

AH! O vídeo... Em inglês, mas creio que em breve com legendas...





[1] Oliveira, Elizabeth; Irving , Marta. Redes virtuais: da discussão teórica às potencialidades contemporâneas para a consolidação de redes sociais. Textos de la CiberSociedad, 13, 2008. Temática Variada. Disponível em http://www.cibersociedad.net. Acesso em 09mar11